Reatores nucleares: sabia que existe um dentro da cidade de São Paulo?

 

Veja um vídeo sobre o Reator Nuclear de Pesquisa do IPEN – localizado na USP- São Paulo.

O vídeo comenta sobre a finalidade do Reator, seu uso médico em diagnósticos e terapias para o ser humano.

 

http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/reatores_nucleares_sabia_que_existe_um_dentro_da_cidade_de_sao_paulo

 

 

Transcrição do texto do vídeo:

Quem nunca ouviu falar em Chernobil, o pior acidente da história da energia nuclear? Se os mais novos não conhecem a história, recentemente o assunto voltou à tona com o terremoto que destruiu parte do Japão e gerou um novo acidente, desta vez em Fukushima. O material radioativo que escapou desses reatores contaminou o meio ambiente.

Mas nem todos os reatores nucleares são igualmente perigosos. Aqui no meio da cidade de São Paulo, existe um deles. Só que esse tem muito menos potência. Trata-se de um reator de pesquisa do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, o IPEN, que fica no campus da USP.

José Roberto Berretta, físico supervisor do reator nuclear explica que o reator de pesquisa utiliza a radiação do Neutron para provocar reações nucleares em materiais que depois você usará na indústria ou na medicina. No reator de potência, o interesse é utilizar o calor gerado pela liberação de energia da fissão: “Aqui no reator de pesquisa, liberamos todo o calor na atmosfera. No reator de Angra, o calor é usado para aquecer a água e, por sua vez, girar uma turbina para gerar energia elétrica”, completa.

Em escalas infinitamente menores, os reatores de pesquisas são indispensáveis para o diagnóstico e até tratamento de algumas doenças. Hoje, este reator é responsável pela produção de 70% da demanda nacional de iodo, por exemplo.

“O material que é irradiado do reator chega aqui na instalação da diretoria de radiofarmacia para ser processado. Nesse processamento, ele se transformará em um radiofármico, que é usado nas  clínicas e hospitais tanto para terapia quanto para diagnóstico de uma série de doenças e disfunções dentro do corpo humano” diz João Alberto Osso Jr., da diretoria de radiofarmácia.

Hoje existe uma centena de diferentes exames de medicina nuclear, incluindo estudos cerebrais, diagnósticos e tratamento de tumores, avaliação das condições pulmonares e coração, rins…

De volta ao reator, o funcionamento é idêntico ao que acontece em Fukushima ou Angra dos Reis. Há mais de 70 anos, dois cientistas alemães descobriram que o urânio é um elemento químico capaz de se partir em dois fragmentos quando bombardeado por partículas nucleares sem carga atômica, os nêutrons. Esse fenômeno é conhecido como “fissão nuclear”; uma espécie de reação em cadeia que libera energia, radiação e, claro, calor. E é exatamente isso que acontece ali embaixo, no fundo da piscina.

Berretta diz que se não controlarem essa reação, haverá uma liberação de energia muito grande e em pouco tempo. Pra um reator, controlar essas reações serve para que não ocorra um derretimento ou acidente no núcleo.

Por se tratar de um reator de pesquisa, em qualquer situação de emergência, o reator é completamente desligado. Claro, isso só é possível porque a potência é baixa – cerca de mil vezes menor do que um reator de uma usina nuclear.

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