Senai abre inscrições para 32 cursos técnicos

Até o dia 9 de novembro (2011), o SENAI-SP está com inscrições para 32 Cursos Técnicos, totalmente gratuitos, em 61 escolas instaladas em 43 municípios do Estado. No total serão 2.907 vagas, sendo 1.252 na Capital, 413 na Grande São Paulo e 1.242 no interior. As aulas começam no primeiro semestre de 2012.

O objetivo dos Cursos Técnicos do SENAI-SP é proporcionar habilitação profissional em áreas tecnológicas específicas do setor industrial. Os cursos, na sua maioria, têm duração de 1.600 horas (equivalente a dois anos), incluindo estágio supervisionado, que é obrigatório.

As inscrições serão realizadas pela Internet, no endereço http://www.sp.senai.br/processoseletivo, ou nas escolas que oferecem os cursos pretendidos. Os candidatos interessados nos cursos oferecidos nos períodos da manhã, tarde e integral deverão comprovar, até 15 dias antes do início das aulas, ingresso na 2ª série do ensino médio.

Para os interessados nos cursos técnicos do período noturno, o pré-requisito é comprovar a conclusão do ensino médio ou estar matriculado em curso que lhe permita concluí-lo até a data do início das aulas. O valor da taxa de inscrição é de R$ 40,00. O candidato poderá se inscrever para o curso escolhido na 1ª opção em mais de um turno, caso a escola onde pretenda estudar ofereça essa alternativa. Não serão aceitas inscrições de alunos regularmente matriculados em cursos oferecidos gratuitamente pelo SENAI-SP e que pretendam cursá-los simultaneamente.

Inscrições · Abertas até 21h do dia 9/11/2011, no endereço http://www.sp.senai.br/processoseletivo.

· Pagar taxa de R$ 40, 00, a partir do boleto bancário emitido pela Internet, durante a inscrição.

· A inscrição será efetivada somente após o pagamento do boleto na rede bancária. · De 18/11 a 2/12, o candidato que completou seu processo de inscrição deve acessar novamente a página eletrônica http://www.sp.senai.br/processoseletivo, clicar em acompanhamento do processo seletivo, preencher os campos solicitados e imprimir a guia de inscrição, que conterá a data, o horário e o local de realização da prova.

Prova · Dia 4 de dezembro de 2011 (domingo), com duração de 2h30.

· A prova é composta por 60 questões de múltipla escolha (20 de Língua Portuguesa, 20 de Matemática e 20 de Ciências da Natureza / Física, Química e Biologia), em nível de conclusão da primeira série do Ensino Médio, conforme programa apresentado no site.

· O candidato deve comparecer munido do guia de inscrição (impressa pela Internet no endereçowww.sp.senai.br/processoseletivo), cédula de identidade original ou outro documento oficial de identidade que contenha fotografia do candidato, caneta esferográfica azul ou preta, lápis e borracha. Resultados

· O gabarito será divulgado no endereço http://www.sp.senai.br/processoseletivo a partir das 14h do dia 5 de dezembro de 2011.

· A lista dos aprovados poderá ser aferida no endereço http://www.sp.senai.br/processoseletivo, a partir das 14h do dia 22 de dezembro de 2011.

· Os aprovados na primeira chamada deverão matricular-se nos dias 22, 23 e 26 de dezembro. Os candidatos suplentes, dias 27 (2º chamada) e 28 de dezembro (3º chamada). Para mais informações, acesse http://www.sp.senai.br ou ligue para 11 3528-2000

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Criador da Mostra Internacional de Cinema, Leon Cakoff morre aos 63 anos

 

Fica aqui minha simples homenagem a Leon Cakoff, fundador da Mostra de Cinema que mais amo em São Paulo !!!

 

Este ano estamos na 35ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontecerá de 21 de outubro a 3 de novembro.

Durante duas semanas, a 35ª Mostra Internacional de Cinema propicia que cinéfilos acompanhem cerca de 250 títulos dos mais variados países e cinematografias, que serão exibidos em 22 salas, entre cinemas, museus e centros culturais espalhados pela capital paulista. A seleção é um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo e quais as tendências, temáticas, narrativas e estéticas estão predominando ao redor do mundo.

 

Uma semana antes da 35a Mostra em SP, morre o fundador Leon Cakoff !

 

 

 

 

Um dos maiores nomes da resistência cultural no Brasil durante a ditadura, Leon Cakoff, fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, morreu nesta sexta-feira, dia 14 de outubro, por conta de complicações decorrentes de um melanoma – câncer que atinge o tecido epitelial. Ele estava internado há duas semanas no Hospital São José, em São Paulo.

Leon Cakoff nasceu Leon Chadarevian em Alepo, na Síria, em 25 de junho de 1948. Veio para o Brasil com a família aos oito anos de idade e formou-se pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Por problemas com o regime militar, adotou o pseudônimo Cakoff, que nunca mais abandonou.

Leon foi casado durante 22 anos com Renata de Almeida, atual diretora da Mostra. Ela dirige a Mostra a seu lado desde a 13ª edição do evento, em 1989. Deixa dois filhos com ela, Jonas e Thiago, além de dois filhos do primeiro casamento, Pedro e Laura.

Ele começou a carreira em 1969 como jornalista e depois crítico de cinema nos Diários Associados. A partir de 1974, dirigiu o Departamento de Cinema do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e iniciou a programação de mostras e ciclos no museu.

Em 1977, para comemorar os 30 anos do Masp, Leon criou a 1ª Mostra Internacional de Cinema, com 16 longas e 7 curtas brasileiros e internacionais. Logo no primeiro ano, foi criada uma das maiores marcas do festival, o prêmio com o voto do público, que na primeira edição foi para Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia, de Hector Babenco. Um artigo do Jornal do Brasil registra que “a Mostra é o único lugar onde se pode votar no país”.

Desde a primeira edição, Leon travou uma luta ferrenha contra a censura imposta pelo regime militar, trazendo filmes até por meio de malas diplomáticas de embaixadas e consulados. Foi assim que a Mostra exibiu filmes inéditos vindos da China, Cuba, União Soviética, França e dos mais distantes países.

A partir de 1984, Leon desligou-se do Masp e carregou consigo o evento. A 8ª Mostra foi marcada por alguns dos maiores embates contra a censura. É o ano da histórica sessão de O Estado das Coisas de Wim Wenders no Cine Metrópole, ao fim da qual ele subiu ao palco para anunciar a ordem federal de fechamento do cinema e interrupção do festival. O fato repercutiu em diversos jornais no exterior. Leon conseguiu retomar as projeções quatro dias depois.
Grandes cineastas

Ao longo dos 35 anos de Mostra, Leon introduziu no Brasil o cinema de grandes autores que de outra forma não teriam chegado ao público nacional. Todos esses diretores tornaram-se também seus amigos pessoais. É o caso do português Manoel de Oliveira, o cineasta mais velho do mundo em atividade, hoje com 102 anos, de quem a Mostra apresentou regularmente os filmes a partir de Amor de Perdição (1979, na 3ª Mostra); o iraniano Abbas Kiarostami, diretor deGosto de Cereja e Cópia Fiel; e o israelense Amos Gitai, diretor de Kadosh e Alila. Todos vieram inúmeras vezes a São Paulo como convidados ou membros do Júri internacional da Mostra.

Outros grandes diretores que passaram pela Mostra foram o americano Quentin Tarantino com seu primeiro filme, Cães de Aluguel (1992, 16ª Mostra); o espanhol Pedro Almodóvar, que abriu a 19ª Mostra em 1995 com A Flor do Meu Segredo; o americano Dennis Hopper, que veio a São Paulo em 1984 apresentar O Último Filme; o alemão Wim Wenders, que veio a São Paulo na 32ª e na 34ª Mostra; o diretor de fotografia mexicano Gabriel Figueroa, que trabalhou com John Huston e Luís Buñuel, convidado da 19ª Mostra em 1995; o iraniano Jafar Panahi, hoje mantido em prisão domiciliar pelo governo do Irã; o sérvio Emir Kusturica e o finlandês Aki Kaurismaki, entre tantos outros.

 
Produtor, diretor e escritor

Leon Cakoff também foi o produtor de importantes projetos que reuniram grandes diretores. Em 2004, ele organizou e lançou na 28ª Mostra o filme Bem-Vindo a São Paulo, reunião de curtas sobre a cidade dirigidos por 12 cineastas, entre eles Caetano Veloso, Phillip Noyce, Maria de Medeiros, Daniela Thomas, Amos Gitai e Tsai Ming-Liang. Foi também o produtor de O Mundo Invisível, filme inédito que reúne curtas de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Atom Egoyan, que terá exibição na 35ª Mostra.

Leon dirigiu ainda os curtas Volte Sempre Abbas (1999) e Natureza-Morta (2004), ambos em parceria com Renata de Almeida, e Esperando Abbas (2004).

Ele escreveu os livros Gabriel Figueroa – O Mestre do Olhar, grande entrevista com o mexicano; Ainda Temos Tempo, com crônicas de viagem ligadas a cinema; Cinema Sem Fim, com a história dos 30 anos da Mostra; e Manoel de Oliveira, uma grande entrevista sua com o cineasta português.

Distribuidor e exibidor

Além de programador e produtor, Leon também atuou nas outras pontas do mercado cinematográfico. Em 2000, junto com Adhemar Oliveira, Patrícia Durães e Renata de Almeida, formou a distribuidora Mais Filmes, especializada em filmes de autor. Nos últimos anos, mantinha, com Renata de Almeida, a Filmes da Mostra, que lança filmes em cinema (como Tio Boonmee…, vencedor da Palma de Ouro em Cannes) e coleções em DVD, em parceria com a Livraria Cultura.

Com Adhemar, ele era sócio desde 2001 do Unibanco Arteplex, primeiro cinema do Brasil a usar o conceito de multiplex para incluir filmes de arte da programação.

Nobel de Física 2011 vai para estudo sobre expansão do universo

Três astrônomos americanos premiados estudaram a explosão de estrelas e descobriram que a expansão do universo  está acelerada

A real academia de Ciências da Suécia anunciou na manhã desta terça-feira (4 de outubro de 2011) que o prêmio Nobel de física de 2011 vai para três pesquisadores que descobriram a aceleração da expansão do universo a partir da observação de supernovas distantes. Metade do prêmio de 1,5 milhão de dólares (cerca de 2.8 milhões de reais) irá para o norte-americano Saul Perlmutter. A outra metade será dividida entre outros dois cientistas dos EUA: Brian Schmidt, que é radicado na Austrália, e Adam Riess.

De acordo com os jurados do Prêmio Nobel, o estudo dos astrônomos permitiu novos entendimentos sobre a evolução do universo. Os dois grupos de pesquisadores descobriram que a expansão não estava indo mais devagar, como se acreditava, na verdade ela estava se acelerando.

Schmidt recebeu o anúncio e sua casa na Austrália (às 21h no horário local) e falou ao vivo durante a cerimônia. “Tenho a mesma sensação que tive quando as minhas crianças nasceram. Estou muito animado e surpreso. Ocasionalmente as pessoas falavam sobre isso, mas eu não esperava pelo prêmio” disse o premiado que afirmou que vai dormir em breve e que nestas próximas horas deve pensar em o que pretende fazer no dia seguinte ao anúncio. O professor afirmou que dará aula amanhã na Universidade justamente sobre o assunto que foi premiado.

Entenda mais ————————–

Expansão acelerada
Trabalhando separadamente em dois grupos de pesquisa durante os anos 1990 – Perlmutter em um e Schmidt e Riess em outro – os astrônomos traçaram o mapa da expansão do universo por meio da análise de um tipo de supernovas, explosões ocorridas no fim da vida de estrelas com muita massa.

Eles descobriram que a luz emitida por mais de 50 supernovas distantes era mais fraca que o esperado, um sinal de que o universo estava se expandindo a uma taxa acelerada.

“Por quase um século já se sabia que o universo está se expandindo por consequência do Big Bang, há cerca de 14 bilhões de anos”, disse um dos membros do comitê durante o anúncio do prêmio. “No entanto, a descoberta de que essa expansão está se acelerando é espantosa. Se a expansão vai continuar a acelerar o universo acabará em gelo”. Acredita-se que a aceleração seja impulsionada pela energia escura, um dos grandes mistérios do universo.

Os astrônomos estimam que a energia escura — uma espécie de gravidade às avessas, repelindo a matéria que dela se aproxima — responde por cerca de três quartos do universo.

De acordo com a academia sueca, os três pesquisadores foram pegos de surpresa pela descoberta. Eles esperavam encontrar como resultado de seus estudos que a expansão do universo estava desacelerando. Mas as duas equipes chegaram justamente à conclusão de que as galáxias distantes estavam se afastando a uma velocidade cada vez maior.

“Acabamos contando ao mundo que temos esse resultado maluco, que o universo está se acelerando”, disse Schmidt em entrevista coletiva telefônica depois do anúncio do prêmio em Estocolmo. “Parecia maluco demais para ser correto, e acho que ficamos um pouco assustados.”

Perlmutter, nascido em 1959 nos Estados Unidos, coordena o Projeto Cosmológico Supernova, na Universidade de Berkeley.

Seu colega Schmidt, nascido também nos Estados Unidos em 1967 e com nacionalidade australiana, é professor da Universidade Nacional da Austrália.

O terceiro premiado, nascido em Washington em 1969, é professor de astronomia e física em Baltimore (EUA).

Pensamento:

“o Universo não é apenas mais

estranho que imaginamos,

mas mais estranho que podemos

imaginar”.

frase de John Burdon Sanderson Haldane (1892-1964),

biólogo e geneticista britânico

Reatores nucleares: sabia que existe um dentro da cidade de São Paulo?

 

Veja um vídeo sobre o Reator Nuclear de Pesquisa do IPEN – localizado na USP- São Paulo.

O vídeo comenta sobre a finalidade do Reator, seu uso médico em diagnósticos e terapias para o ser humano.

 

http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/reatores_nucleares_sabia_que_existe_um_dentro_da_cidade_de_sao_paulo

 

 

Transcrição do texto do vídeo:

Quem nunca ouviu falar em Chernobil, o pior acidente da história da energia nuclear? Se os mais novos não conhecem a história, recentemente o assunto voltou à tona com o terremoto que destruiu parte do Japão e gerou um novo acidente, desta vez em Fukushima. O material radioativo que escapou desses reatores contaminou o meio ambiente.

Mas nem todos os reatores nucleares são igualmente perigosos. Aqui no meio da cidade de São Paulo, existe um deles. Só que esse tem muito menos potência. Trata-se de um reator de pesquisa do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, o IPEN, que fica no campus da USP.

José Roberto Berretta, físico supervisor do reator nuclear explica que o reator de pesquisa utiliza a radiação do Neutron para provocar reações nucleares em materiais que depois você usará na indústria ou na medicina. No reator de potência, o interesse é utilizar o calor gerado pela liberação de energia da fissão: “Aqui no reator de pesquisa, liberamos todo o calor na atmosfera. No reator de Angra, o calor é usado para aquecer a água e, por sua vez, girar uma turbina para gerar energia elétrica”, completa.

Em escalas infinitamente menores, os reatores de pesquisas são indispensáveis para o diagnóstico e até tratamento de algumas doenças. Hoje, este reator é responsável pela produção de 70% da demanda nacional de iodo, por exemplo.

“O material que é irradiado do reator chega aqui na instalação da diretoria de radiofarmacia para ser processado. Nesse processamento, ele se transformará em um radiofármico, que é usado nas  clínicas e hospitais tanto para terapia quanto para diagnóstico de uma série de doenças e disfunções dentro do corpo humano” diz João Alberto Osso Jr., da diretoria de radiofarmácia.

Hoje existe uma centena de diferentes exames de medicina nuclear, incluindo estudos cerebrais, diagnósticos e tratamento de tumores, avaliação das condições pulmonares e coração, rins…

De volta ao reator, o funcionamento é idêntico ao que acontece em Fukushima ou Angra dos Reis. Há mais de 70 anos, dois cientistas alemães descobriram que o urânio é um elemento químico capaz de se partir em dois fragmentos quando bombardeado por partículas nucleares sem carga atômica, os nêutrons. Esse fenômeno é conhecido como “fissão nuclear”; uma espécie de reação em cadeia que libera energia, radiação e, claro, calor. E é exatamente isso que acontece ali embaixo, no fundo da piscina.

Berretta diz que se não controlarem essa reação, haverá uma liberação de energia muito grande e em pouco tempo. Pra um reator, controlar essas reações serve para que não ocorra um derretimento ou acidente no núcleo.

Por se tratar de um reator de pesquisa, em qualquer situação de emergência, o reator é completamente desligado. Claro, isso só é possível porque a potência é baixa – cerca de mil vezes menor do que um reator de uma usina nuclear.

Conheça um acelerador de partículas e descubra para que ele serve

 

Veja um video que explica para que serve e mostra o Acelerador Linear de Luz Síncrotron que fica na cidade de Campinas- São Paulo – Brasil.

http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/conheca_um_acelerador_de_particulas_e_descubra_para_que_ele_serve

 

Transcrevendo o texto referente ao vídeo:

Para quem não faz ideia de onde estamos, até parece que desembarcamos de uma máquina do tempo para chegar aqui. Ou então, de repente, que estamos dentro de um filme futurístico. Na verdade é quase tudo isso.

Este é o único e gigantesco acelerador de partículas do Brasil; a única fonte de luz Síncrotron da América Latina. Tudo bem, mas pra quê que serve tudo isso, hein?!…  “Aqui, o objetivo é ter os elétrons circulando em um anel e, ao fazerem as curvas dentro desse anel, eles emitem radiação em uma outra frequência. É a melhor fonte de geração de energia eletromagnética para estudar qualquer tipo de material que você pode imaginar”, explica Antônio José Roque, diretor do Laboratório Nacional Luz Síncotron.

Para ser mais específico, esse equipamento produz uma espécie de “super raio-x”. Lembra, no colégio, quando estudamos que tudo é composto por moléculas e elas, por sua vez, são repletas de átomos?! Então, esses átomos têm seus núcleos envoltos por elétrons. E as propriedades de qualquer material dependem exatamente de como esses elétrons estão dispostos no espaço. E é isso que esse “super raio-x” faz: interage e analisa a estrutura e posicionamento desses átomos. “Um exemplo que as pessoas conhecem bem: o diamante e o grafite. Ambos são compostos pelos mesmos átomos, o carbono. Mas a maneira como esses átomos se arranjam no espaço muda completamente as propriedades. Por isso o diamante é duro e valioso, e o grafite é macio e barato”, comenta o professor.

Dentro deste circuito existe uma radiação eletromagnética de extremo brilho. Como uma espécie de faísca, ela parte desta fonte inicial e é altamente acelerada nesta primeira fase por bobinas e imãs de altíssima potência. Uma vez “em órbita”, viajando na velocidade da luz, ela é forçada a fazer curvas bruscas. E nessas curvas, como se fosse um caminhão carregado de areia, algumas partículas escapam: esta é a tal luz síncrotron, que é captada nessas estações de pesquisa e serve para estudar qualquer tipo de material na sua menor essência. Além de estudar, é possível, por exemplo, criar novos materiais com certas propriedades que ainda não existem, como cabos para a indústria do petróleo trabalhar no pré-sal, e até novos medicamentos.”Uma determinada doença é causada por uma bactéria ou vírus. Na bactéria, você tem uma série de proteínas e macromoléculas lá dentro. Você pode tentar achar uma molécula que vai interagir com uma determinada proteína daquela bactéria. Aí você isola a proteína, entende a estrutura dela – e para isso você utiliza o Síncroton – e alguém pode desenhar um remédio, que pode ser uma molécula que vai grudar naquela proteína e impedir que ela atue da forma tradicional. E assim, você consegue matar aquela proteína”, explica o professor.

Com mais de 80% de mão-de-obra e desenvolvimento de tecnologia brasileiras, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron mantém o Brasil na fronteira do conhecimento e com um pé sempre no futuro. A boa notícia é que nos próximos cinco ou seis anos, a gente deve ganhar um novo anel, cinco vezes maior do que este e ainda mais moderno.