Colisor de partículas europeu pode ter descoberto “nova física”

17/06/2011 – 16:43

Colisor de partículas europeu pode ter descoberto “nova física”

Cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear afirmaram ter descoberto dados equivalentes a 70 milhões de milhões de colisões e que corresponde à quantidade que os pesquisadores chamam de “luminosidade integrada”.

Cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN, em francês), que opera o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), afirmaram ter descoberto novos dados apontando para o que eles já chamam de uma “nova física”.

O LHC é composto por dois detectores de partículas gigantes, o Atlas e o CMS, que colhem informações sobre as colisões entre nanopartículas que podem esclarecer a formação do universo. A instituição anunciou nesta sexta-feira (17 de junho de 2011) que os dados acumulados pelos detectores neste ano representam 1 femtobarn inverso, medida equivalente a 70 milhões de milhões de colisões e que corresponde à quantidade que os pesquisadores chamam de “luminosidade integrada”.

Um femtobarn era o objetivo que o CERN tinha traçado para todo este ano, e o fato de que tenha sido alcançado apenas três meses depois dos primeiros feixes de prótons lançados em 2011 demonstra o bom funcionamento do LHC, informou o centro.

Os cientistas que participam deste programa trabalham de maneira intensa para apresentar resultados nas principais conferências de física dos próximos meses, a primeira delas prevista para o fim de julho em Grenoble (França), e o segundo um mês depois, em Mumbai (Índia).

Após o recolhimento desses dados, as expectativas da comunidade científica se centram agora em comprovar a existência da partícula de Higgs (o chamado bóson de Higgs), o último elemento que falta no “modelo padrão da física de partículas”.

Este modelo explica o comportamento e as interações das partículas fundamentais que constituem a matéria ordinária (que representaria apenas 4% de todo o Universo), “da qual somos feitos e da qual é feito o mundo que nos cerca”, explicou o CERN.

Os pesquisadores do CERN também acreditam que os dados recolhidos no LHC lhes darão uma melhor compreensão da supersimetria, uma teoria que vai além do modelo padrão e que poderia explicar a misteriosa matéria negra que constitui cerca de um quarto do Universo. “Com um femtobarn inverso temos uma verdadeira oportunidade de verificar se esta teorias são justas, de ver o início de sua confirmação através dos dados.

Como o LHC funciona em uma intensidade muito mais elevada que a prevista inicialmente, os índices que indicam uma nova física podem aparecer o tempo todo nos dados”, afirmou o porta-voz da experiência do detector CMS, Guido Tonelli. LH

fonte: Revista  Época

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI242373-15224,00.html

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