M. C. Escher (1898 – 1970)

Aproveitem as férias escolares para ver essa exposição maravilhosa.

Ainda dá tempo…vai até o dia 17 de julho!!!

O MUNDO MÁGICO DE ESCHER

A mostra reune 94 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista. Escher ficou mundialmente conhecido por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano e explorações do infinito. Escher foi um gênio da imaginação lúdica e um artesão habilidoso nas artes gráficas, mas a chave para muitos dos seus efeitos surpreendentes é a matemática, utilizada de uma forma intuitiva. A exposição mostra de forma analítica o desenvolvimento da obra gráfica do Escher em uma carreira de mais de 50 anos. Além disso, a exposição evidencia os efeitos de alguns fenômenos de espelhamento, perspectiva e matemática em diversas instalações interativas e lúdicas, além de um filme em 3D.
SERVIÇO

Data: 19 de abril a 17 de julho de 2011
Horário: Terça a domingo, das 09h às 20h
Local:  CCBB  – Centro Cultural Banco do Brasil

Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares
Classificação indicativa: Livre
Entrada Franca

as fotos a seguir foram tiradas na exposição sobre Escher no CCBB:

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SAIBA MAIS:

Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970  e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.

Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.

Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações. Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.

Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação,  descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante. A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia “Day and Night”, uma das gravuras mais emblemáticas da carreira de Escher. 

Day and Night”

Se nos fixarmos no losango branco central a baixo, automaticamente somos levados até ao céu, e o que de início era uma simples figura geométrica rapidamente se transforma num pássaro. Os pássaros brancos voam para a direita em direcção à noite que recobre uma pequena aldeia holandesa à beira de um rio. Os pássaros negros, por sua vez, sobrevoam uma imagem iluminada pelo sol, que é exactamente a imagem refletida da paisagem noturna.

Escher e a Matemática
O trabalho de Escher está intimamente ligado à Matemática.
Assim,ele mesmo diz:
“Eu frequentemente sinto ter mais em comum com matemáticos do que com meus colegas artistas”, ou “Minha afinidade sobre os fenômenos naturais é provavelmente decorrente do meio no qual eu cresci: meu pai e três de meus irmãos tiveram treinamento em ciências exatas ou engenharia, e eu sempre tive o enorme respeito por essas coisas”.
Observando cada um de seus mosaicos, você pode se perguntar: “Como alguém descobriu figuras que se encaixassem com tanta perfeição?”.
 Escher contorna as figuras com linhas retas e vai encaixando-as umas nas outras,formando um mosaico aparentemente complicado, porém partindo de uma estrutura muito simples.As pavimentações com réplicas congruentes podem ser estendidas,como sabemos, ao infinito, mas Escher faz em seus trabalhos o infinito ao finito. Muitos foram os seus seguidores com contornos duplos e aproveitamento de pavimentações com réplicas de polígonos.O observador que julga estático o trabalho de Escher, baseando-se somente nos mosaicos com aproveitamento das pavimentações do plano com figuras geométricas, engana-se. Na verdade, esses mosaicos são estudos modificados a partir de seus próprios trabalhos, dando movimento aos peixes, pássaros, répteis, outros animais e figuras humanas que os compõe, tornando-os dinâmicos e realizando contrastes.
Num artigo publicado em 1959, Escher expressou o que o moveu a representar o infinito:
“Não podemos imaginar que algures por detrás da estrela mais longínqua do céu noturno, o espaço possa ter um fim, um limite para além do qual “nada” mais existe. O conceito de “vácuo” nos diz ainda alguma coisa, pois um espaço pode estar vazio, de qualquer maneira na nossa fantasia, mas a nossa força de imaginação é incapaz de apreender o conceito de no sentido de . Por isso nos agarramos a uma quimera, a um além, a um purgatório, a um céu e a um inferno, a uma ressurreição ou um nirvana que de novo têm de ser eternos no tempo e infinitos no espaço, e isto, desde que o homem na Terra se deita, senta ou levanta, desde que nela se arrasta e corre;navega, cavalga e voa (e da Terra para fora se projeta)”.
A faixa de Moebius também mostrasua predileção por sustentação matemática.
Em 1963 Escher colocou em sua Moebius strip nada menos que 9 formigas percorrendo-a “continuamente”. Tome uma tira de pape lretangular, estreita e alongada, dê uma meia volta numa das extremidades e cole suas extremidades; terá obtido uma faixa de Moebius , que é uma superfície que tem uma face e um só bordo, não se distingue face interior ou exterior, ou bordo inferior ou exterior.
No congresso internacional de Matemática, em 1954,  em Amsterdã, a convite, Escher expôs seus trabalhos. No catálogo, o famoso matemático N. G. de Bruijin, especialista na área de combinatória que generalizou o método de contagem de Polya, assegurava que os congressistas teriam uma grande satisfação ao reconhecer nos trabalhos de Escher suas próprias ideias interpretadas por meios totalmente diferentes daqueles aque estavam habituados.

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2 comentários em “M. C. Escher (1898 – 1970)

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