LHC- Acelerador de Partículas

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Mais Notícias sobre as colisões no LHC – o Grande Experimento de Física da atualidade !


 


Acelerador de partículas multiplica colisões 

‘Máquina do Big Bang’ eleva número de choques
subatômicos de 50 para 300 por segundo

Depois de terem conseguido, com sucesso, criar mini-Big Bangs – naquela que é considerada uma das maiores experiências científicas de todos os tempos -, especialistas do Centro Europeu deEnergia Nuclear (Cern, na sigla em inglês) querem ter uma visão ainda
mais acurada da origem do Universo.

Um dia após as primeiras colisões de partículas subatômicas, os
cientistas elevaram o número de choques por segundo de 50 para 300. Mas tiveram que cuidar também de pequenos vazamentos.

– Estamos muito próximos de uma nova fronteira da ciência – afirmou
James Gillies, porta-voz da experiência, no momento em que novos feixes
de prótons eram injetados no túnel oval de 27 quilômetros de comprimento do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), localizado na fronteira da Suíça com a França.

Segundo o porta-voz, os pequenos vazamentos detectados ontem não
devem provocar uma nova paralisação dos trabalhos do superacelerador,
como já aconteceu antes.

– Nada do que aconteceu hoje é capaz de fazer a máquina parar – garantiu. – Estamos avançando. Pequenos problemas são normais num
projeto dessa proporção.

Nos próximos meses, o principal objetivo do projeto é ampliar o fluxo
de dados sobre o que ocorre durante um choque de partículas subatômicas a uma velocidade similar à da luz e com uma força total de 7 trilhões de elétron volts (7 TeV). Nessas condições, as colisões chegam muito perto de simular eventos ocorridos bilionésimos de segundo após o Big Bang – a explosão ocorrida há 13,7 bilhões de anos, que, segundo as
teorias mais correntes, teria dado origem ao Universo.

A ideia é continuar aumentando o número de feixes de partículas
colocados no superacelerador pelos próximos dois anos, dos atuais dois
de cada vez até 2.700.

– É como se colocássemos mais e mais carros correndo em direções
opostas de uma estrada de mão única – comparou Gillies. – Cada vez mais
batidas de frente ocorreriam.

As colisões, apresentadas nos monitores do Cern em gráficos
multicoloridos, estão sendo acompanhadas e estudadas por milhares de
cientistas em mais de 30 países, inclusive no Brasil, envolvidos no
projeto.

Um dos principais objetivos deste atento rastreamento é decifrar
alguns dos maiores enigmas do Universo, como a matéria escura, que
compõe 25% do Cosmos, e até mesmo a existência de novas dimensões. O bóson de Higgs, uma partícula que seria responsável por dotar de massa tudo o que existe no Universo, também é procurada pelos cientistas. Sua existência é inferida, mas nunca foi comprovada.

(O Globo, 1/ 4)

 

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por Prof Helma- Física Postado em Física