Água na LUA

NASA anuncia existência de água na Lua

 

NASA

 

SÃO PAULO – Cientistas da NASA encontraram água na superfície da Lua. Mas calma: quando eles dizem água, querem dizer moléculas.

Apesar de não se tratar dos rios, mares e lagos que normalmente a palavra
“água” pode evocar na imaginação dos terráqueos, a descoberta é um
grande passo para a melhor compreensão da Lua – e quem sabe sua futura
exploração como base de lançamentos para outras regiões do Sistema
Solar.

Instrumentos a bordo de três naves diferentes revelaram moléculas de água em quantidade bem maior do que o previsto – mas ainda assim, um volume
bastante pequeno. Além de H2O, foram encontradas moléculas de
hidroxila, compostas de um átomo de oxigênio e outro de hidrogênio.

O mais interessante é que as moléculas de água estão na superfície lunar,
interagindo com a poeira e com as pedras. Elas foram encontradas em
diversas áreas da região ensolarada da Lua, e sua presença era mais
forte quanto maior a latitude.

Apesar da quantidade não ser conhecida com precisão, a NASA afirma que ela não deve ser muita.
Para se ter uma ideia, se uma tonelada da camada superficial da Lua
fosse recolhida, haveria nela menos de um litro de água.

Imagem
mostra jovem cratera lunar vista pelo instrumento Moon Mineralogy
Mapper, a bordo do Chandrayaan-1 spacecraft. À esquerda, o brilho em
comprimentos curtos de ondas infravermelhas. À direita, a distribuição
de materiais ricos em água (azul) é mostrada o redor da cratera. Foto:
ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ

M3 descobre partículas de água na Lua

2009-09-24


O M3 foi o instrumento utilizado para esta investigação

Foram
descobertas partículas de água na superfície da Lua, segundo uma nova
investigação cujos resultados foram revelados ontem. Este estudo vem
contrariar as conclusões científicas anteriores, que afirmam que o solo
lunar estaria seco, exceptuando-se o gelo nos pólos.

Os investigadores recorreram a dados fornecidos pelo “Moon Mineralogy
Mapper” ou M3, um instrumento da Nasa transportado a bordo do
Chandrayyan-1, o primeiro satélite indiano a ser colocado em órbita
lunar. Este instrumento de cartografia mineralógica da Lua analisa a
reflexão da luz do sol sobre a superfície lunar com o objectivo de
determinar a sua composição.

A luz é reflectida em comprimentos de ondas diferentes, de acordo com a
natureza dos minerais. A partir daí os cientistas podem utilizar estas
variações para determinar a composição da camada superior do solo da
Lua.

Um comprimento de onda luminoso detectado pelo M3 indica a existência
de um elemento químico que liga o hidrogénio e o oxigénio. Os autores
deste trabalho, que será publicado na Science de 25 de Setembro,
defendem que isso prova a existência de água, formada por dois átomos
de hidrogénio ligados a um átomo de oxigénio.

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