Poesia e Ciência


Abaixo um texto de Rómulo de Carvalho, físico, poeta e
divulgador da Ciência que escrevia sob o pseudônimo de Antonio Gedeão. 

A Máquina do Mundo
Antonio Gedeão

O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.

Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.

Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.

Daí, que este arrepio,

este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,

esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.

 

Como estudar Física

COMO ESTUDAR FÍSICA

Quando você estuda Português ou História,
uma lição passada pelo professor abrange, na maioria das vezes, um grande número
de páginas de texto. A Física, tal como a Matemática, é mais condensada. Uma
lição de Física pode reduzir-se apenas a uma ou duas páginas. Você poderia
decorar a lição, mas isto não lhe adiantaria nada. Algumas vezes, o seu trabalho
é compreender urna lei.

Depois de compreender essa lei – e a lei é muitas vezes
expressa por uma equação – e a puder explicar e aplicar na resolução de
problemas, você terá aprendido a lição.

Sugestões para o estudo:

1. Leia toda a lição, a fim de saber do que se trata.

2. Leia novamente a lição, porém, mais devagar, e escreva no
seu caderno a lei (se houver alguma) e outros pontos importantes da lição.
Verifique se você compreende cada parágrafo. Certifique-se também se compreende
o verdadeiro significado de cada palavra nova. Estude com cuidado as definições
de termos como “trabalho” e “potência” até ficar completamente seguro do seu
verdadeiro sentido em Física.

3. Se a lei for expressa por uma equação matemática,
pergunte a si mesmo de que maneira cada símbolo da equação está relacionado com
a lei. Por exemplo,  (trabalho = força . deslocamento) nos diz que,
duplicando-se o deslocamento, se duplica o trabalho realizado e, do mesmo modo,
fazendo duplicar a força, duplica-se o trabalho produzido.

4. Resolva os problemas incluídos no texto do seu livro ou os que o professor passou na aula.

5. Discuta a lição com os seus colegas.

Durante a aula e o trabalho de laboratório

1. Faça, sem hesitação, perguntas a respeito do que você não
compreende.

2. Esteja alerta e pronto a explicar o que você compreende.

3. Pense por você mesmo; faça o seu trabalho. Você não pode
aprender Física olhando para o seu companheiro.

Revisão para as provas:

1. Estude todos os dias, conscienciosamente, as suas lições.
Reveja as notas que tomou na última aula. Nunca deixe as suas notas se
acumularem, sem estudá-las metodicamente.

2. Antes da prova, escreva todos os pontos difíceis da parte
que está revendo; faça perguntas sobre os mesmos, na aula.

3. Pense nas perguntas que faria se você fosse o professor.
Tente responder, você mesmo, a essas perguntas.

4. Faça um resumo com as fórmulas ou conceitos mais
importantes. Não exagere. Coloque apenas pontos importantes da matéria.

Durante as provas:

1. Antes do professor distribuir a prova, dê uma última
“olhadinha” no resumo que você fez e guarde-o afinal você já o estudou.

2. Faça as questões da prova como se estivesse resolvendo os
testes em casa, com calma e muita atenção. Lembre-se que sempre existirão mais
questões “fáceis” do que “difíceis” .
3. Leia as questões por completo, muitas vezes querer fazer o cálculo antes de compreender a questão gera erros. Anote os valores dados pelo problema e o que foi pedido.

4. Faça os cálculos com cuidado. Nas questões teóricas, tenha atenção para justificar ou explicar tudo o que foi pedido.

5. Lembre-se que quando um aluno diz que foi mal numa prova,
é devido aos erros nas questões “fáceis”. Todo aluno que vai mal usa como
desculpa as tais questões “difíceis” como argumento para mascarar sua falta de
estudos.

 

 

Universo

O universo como laboratório



 


 

 

Imagem do universo captada pelo telescópio Hubble (foto: Nasa).

 


De onde viemos? Onde estamos? Para onde vamos? Essas perguntas
aparentemente filosóficas que há séculos intrigam a humanidade motivam
os astrônomos a estudar os elementos que compõem o universo.

Este é o  Ano
Internacional da Astronomia, que tal pensarmos sobre como a ciência trabalha
para desvendar os mistérios do cosmos ?

Filosofia e
astronomia sempre tiveram muito em comum. A astronomia é uma das
ciências mais antigas e muitos de seus progressos se devem a filósofos,
que há milênios têm procurado respostas às inquietações do homem.

Mas
apenas nos últimos 100 anos, com os avanços tecnológicos, foi possível
responder a questões cruciais sobre o universo, que surgiu de uma
grande explosão – o Big Bang.

Dentre as diversas descobertas da astronomia, sabe-se que vivermos rodeados por galáxias e  que o universo está em acelerada
expansão. Esse avanço no conhecimento é proporcionado pelas ferramentas
cada vez mais modernas colocadas à disposição dos astrônomos.

Hoje o telescópio é uma grande máquina para coletar dados do maior laboratório do mundo, que é o Universo.

Quanto mais avançadas são essas máquinas, mas podemos desvendar sobre o que nos cerca.

Mas a astronomia ainda tem
muitos mistérios a desvendar. Qual a influência dos buracos negros
sobre as galáxias? E o que é a energia escura, que intriga físicos de
todo o mundo?

 

Enquanto existirem perguntas a serem respondidas, existirá a ciência em evolução !

 

NASA – ATLAS

 

 

02 de Julho de 2009.
O mais completo atlas da superfície da Terra une 1,3 milhão de imagens
Trabalho foi feito pela Nasa e pelo Ministério da Economia do JapãoO mais completo mapa da topografia da Terra acaba de ser lançado, fruto de uma ação conjunta da Nasa com o Ministério da Economia, Indústria e Comércio do Japão.

Chamado de Global Digital Elevation, o mapa foi criado a partir de 1,3 milhão
de imagens individuais e cobre 99% da superfície do planeta. Ele está
disponível gratuitamente na internet.

As imagens que deram origem ao mapa foram obtidas pelo Radiômetro de Reflexão e Emissão
Termal (Aster, na sigla em inglês), um sofisticado equipamento japonês
a bordo do satélite Terra.

Dedicado a missões de monitoramento
constante do planeta, o satélite Terra já obteve dados importantes das
mais diversas áreas, da proliferação de algas a erupções vulcânicas.

No caso específico, o Aster mapeou a topografia terrestre com intervalos de apenas 30 metros entre cada ponto registrado.


Trata-se do mais completo mapa topográfico digital global já criado no
mundo — afirmou Woody Turner, cientista da Nasa que integra a missão
Aster. — Este conjunto exclusivo de dados auxiliará usuários e
pesquisadores das mais diversas disciplinas que precisem de dados de
topografia e informações de terreno.

Os dados podem ajudar, por exemplo, na luta contra incêndios, na conservação dos recursos
naturais, no planejamento das cidades, em qualquer área que demande
informação geográfica detalhada.

Objetivo é chegar a mapa ainda mais preciso

Até então, o mais completo mapa topográfico do planeta disponível, também
feito pela Nasa, cobria 80% da superfície da Terra. Era menos acurado,
sobretudo em áreas mais inóspitas, como relevos escarpados e alguns
desertos.

O objetivo da Nasa agora é reunir os dados dos dois mapas para obter uma cartografia global ainda mais completa.

Saiba mais:

https://wist.echo.nasa.gov/~wist/api/imswelcome
(O Globo, 2/7)