Stephen Hawking- Um dos maiores cientistas da atualidade


Você já ouviu falar em  Stephen Hawking ? Ele é considerado um dos maiores cientistas da atualidade. Ele é físico, sobre de uma doença  degenerativa há muitos anos, que o deixou sem falar ou andar. Preso a uma cadeira de rodas elétrica, ele se comunica, escreve artigos científicos e tudo mais, utilizando programas especiais de computador e sintetizadores de voz. . 

Stephen Hawking escreveu muitos livros, dentre eles o livro de divulgação científica “ Uma breve história do tempo”  na década de 80. Inspirador para quem gosta de ciência, física, Universo…

Apesar da doença, Hawking continua seu trabalho…um exemplo de vida  e dedicação à ciência !!!!

Notícia publicada na Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u554318.shtml
22/04/2009

08h17

Hawking volta “em alguns dias”, diz aluno

CLAUDIO ANGELO
editor de Ciência da Folha de S.Paulo

O físico britânico Stephen Hawking, 67, está se recuperando bem da
infecção que o levou às pressas ao hospital na segunda-feira (20),
disse à Folha Ricardo Monteiro, orientando do cientista. “É provável que volte ao trabalho em poucos dias”.

Segundo a Universidade de Cambridge, Hawking, que sofre de infecção no
peito, está “confortável” no hospital de Addenbrooke, onde permanecia
em observação. Sua família espera uma “recuperação total”.

Lawrence Jackson/AP 
 
Stephen Hawking fala com a ajuda de um sintetizador de voz e tem três filhos 

Hawking sofre de esclerose lateral amiotrófica (ou doença de Lou
Gehrig), doença degenerativa que o mantém em cadeira de rodas e limita
seus movimentos. Para se comunicar, ele utiliza um sintetizador de voz.

Ele começou a sofrer de problemas motores desde que tinha cerca de
20 anos, mas isso não impediu que ele se tornasse um dos físicos mais
importantes de sua geração, sendo constantemente requisitado para
comentar novas descobertas nas áreas de astronomia e física.

Um dos destaques na carreira é o estudo sobre buracos negros
(formações espaciais com enorme força gravitacional, tanto que nada,
nem mesmo a luz, pode escapar de sua ação).

Autor de livros como “Uma Breve História do Tempo” e “O Universo
numa Casca de Noz”, o pesquisador trabalha no Departamento de
Matemática Aplicada e Física Teórica da Universidade de Cambridge há
mais de 30 anos. Ele ocupa o cargo de professor Lucasiano de
Matemática, uma cátedra especial da Universidade, criada em 1663. Entre
os cientistas que já ocuparam este posto está Isaac Newton.

Em 2007 foi anunciado que Hawking deixaria o cargo em Cambridge,
pois a política da universidade é de aposentadoria para os professores
que têm este título aos 67 anos. No entanto, Hawking afirmou que
pretende continuar trabalhando.

Com Folha Online

 

Divulgação científica


Alguns  Sites da Internet –    Divulgação Científica

 


Com
Ciência   –  Revista Eletrônica de Jornalismo
Científico     http://www.comciencia.br

Revista
Galileu –        http://revistagalileu.globo.com

Revista
FAPESP –  http://www.revistapesquisa.fapesp.br

Revista
Scientific American  Brasil –   http://www2.uol.com.br/sciam

Revista
Viver Mente & Cérebro  http://www2.uol.com.br/vivermente

UOL
Ciência e Saúde –  http://cienciaesaude.uol.com.br

Revista
Ciência Hoje-  http://cienciahoje.uol.com.br

Revista
Superinteressante-  http://super.abril.uol.com.br

Psique
Ciência & Vida – http://psiquecienciaevida.uol.com.br

 

Jornais

Folha de
São Paulo –   http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/

Estado de
São Paulo-  http://www.estadao.com.br/vidae/ciencia.htm

Revistas
gerais que publicam matérias sobre divulgação científica

Época     http://revistaepoca.globo.com/

Veja   http://veja.abril.com.br (necessário ser assinante para acessar o site)

Planetário – Ibirapuera


Você já foi ao Planetário do Parque Ibirapuera? 

Um ótimo passeio para ir com os amigos, com a família e ainda aprender um pouco de Astronomia …

PLANETÁRIOS DE SÃO PAULO
Planetário Aristóteles Orsini (Ibirapuera)

No dia 22 de setembro de 2006

 

 

 

o Planetário Aristóteles Orsini voltou a
funcionar. Foram sete anos, mas a espera valeu a pena. Ele volta com equipamentos modernos, de última geração. O projetor StarMaster, de fabricação da empresa alemã Carl Zeiss, substituiu o antigo Universarium III, e juntamente com 44 projetores periféricos e outros equipamentos, é capaz de projetar o céu visto de qualquer ponto do
sistema solar. Por usar um moderno sistema de projeção (fibra óptica), todas as estrelas são reproduzidas em cor e brilho reais.

O Planetário Aristóteles Orsini foi o primeiro a ser instalado na América Latina, em 26 de janeiro de 1957. O prédio, de autoria dos
arquitetos Eduardo Corona, Roberto G. Tibau e Antônio Carlos Pitombo, é
inspirado na arquitetura dos anos 50, e é tombado pelo Conselho Municipal de Tombamento e Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado
(Condephaat). Antes de fechar as portas, em 1999, o Planetário recebia anualmente mais de 350 mil visitantes – na sua maioria estudantes – e quase 4 milhões de pessoas já haviam assistido às projeções. O prédio
foi interditado por apresentar problemas em sua infra-estrutura, causados por infiltrações e infestação de cupins.

Um restauro completo deixou o prédio novo em folha, pronto para receber o
projetor StarMaster. A novidade é um elevador panorâmico que possibilita o acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais ao mezanino, localizado em pavimento superior à sala de projeção. Além
disso, o processo de recuperação do prédio deixou aparente um revestimento de madeira trabalhado que envolve a cúpula de concreto, que antes ficava escondido por um forro.

VALOR ÚNICO DO INGRESSO: R$ 5,00

(APOSENTADOS, CRIANÇAS ATÉ 12 ANOS, VISITANTES ACIMA DE 65 ANOS,
ESTUDANTES E DEFICIENTES FÍSICOS COM COMPROVANTE PAGAM MEIA ENTRADA)

Programção Regular:  SÁBADOS E DOMINGOS

SESSÕES ÀS 15h, 17h E 19h

  • 15h: UMA AVENTURA NO SISTEMA SOLAR ( nova )
  • 17h: ESTAÇÕES DO ANO
  • 19h: POR DENTRO DO SOL

Informações: 5575-5425

 

Programação do Planetário Aristóteles Orsini (Ibirapuera)

Informações sobre a Programação Mensal:

http://portal.prefeitura.sp.gov.br/noticias/sec/meio_ambiente/2009/04/0002

 

1

 

 

 

 


4


(1)Projetor, (2)vista externa, (3 e 4) sala de projeção

(fotos by Prof Helma)

 

 

Informações sobre o ProUni

ProUni – Programa Universidade para Todos

O que é:
um programa do Ministério da Educação, criado pelo Governo Federal em
2004, que oferece bolsas de estudos a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior em instituições de educação superior privadas, em cursos de graduação e seqüenciais de formação específica.

Saiba mais
http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/Oprograma.shtm

Quem pode participar: estudantes de baixa renda que tenham renda
familiar, por pessoa, de até três salários mínimos, tenham participado do Enem do ano anterior, com pontuação mínima de 45 pontos nesse exame (média aritmética entre as provas de redação e conhecimentos gerais), e satisfaçam uma das condições abaixo:
– ter cursado o ensino médio completo em escola pública, ou
– ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa integral da instituição, ou
– ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede
pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista
integral da respectiva instituição, ou
– ser pessoa com deficiência, ou
– ser professor da rede pública de ensino básico, em efetivo exercício
do magistério, integrando o quadro permanente da instituição e
concorrendo a vagas em cursos de licenciatura, normal superior ou
pedagogia. Neste caso, a renda familiar por pessoa não é considerada.

Como participar: inscrevendo-se no site durante o período divulgado no calendário do programa.
Saiba mais
http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/default.shtm

Particularidades:

– O ProUni reserva bolsas às pessoas
com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. O percentual de bolsas destinadas aos cotistas é igual àquele de cidadãos pretos, pardos e indígenas, em cada Estado, segundo o último censo do
IBGE. Vale lembrar que o candidato cotista também deve se enquadrar nos demais critérios de seleção do programa.

– Os tipos de bolsas oferecidas são:
• Bolsa integral: para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 622,50).

• Bolsa parcial de 50%: para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos (R$ 1.245,00).
• Bolsa complementar de 25%: para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos (R$ 1.245,00), destinadas exclusivamente a novos estudantes ingressantes.

Para tirar dúvidas: http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/inf_est.shtm

Site oficial: http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni

Acústica

 

 

A Acústica é o ramo da Física que estuda o som.

 

Física acústica

A física acústica investiga a forma como a energia sonora se transmite através dos meios materiais de propagação, seus efeitos e interações com os meios sólido, líquido, gasoso e plasma .

No espaço livre, a intensidade de energia da onda diminui na medida em que ela se afasta da fonte sonora. Quando é dobrada a distância entre a fonte e o receptor, a intensidade do som cai 1 terço. Uma fonte sonora produz variações de pressão no ar,
diminuindo sua densidade, comprimindo-o numa onda progressiva, cujo formato
esférico se move à velocidade de cerca de 335 m/s.

Determinando o valor 1 ao som, quase inaudível (folha friccionada em outra, som muito pouco intenso ao ouvido humano), o som mais intenso que o homem pode ouvir será 1 trilhão de vezes mais intenso.

A sensibilidade auditiva está entre 600 e 4000 Hz, e diminui significativamente abaixo e acima desses limites.

Numa sala fechada, a onda sonora é refletida várias vezes pelas paredes, teto, soalho e a
intensidade fica mais ou menos invariável (exceto, junto da fonte sonora, onde
é maior).

As diferenças da intensidade percebidas são calculadas em decibels – dB
unidade de medida que corresponde à menor diferença de intensidade captada pelo
ouvido humano.

Otto von Guericke, em 1650, provou que o som não se propaga no vácuo.

Jakob I. Bernouilli e Leonhard Euler,
no século XIX demonstraram que ao vibrarem hastes metálicas, foi possível
determinar variações de velocidades do som em diferentes meios físicos.

Os fenômenos físicos relacionados à acústica são o eco, a reverberação, o reforço, o batimento, a ressonância e o Efeito Doppler.

 

Música

A observação de que a altura do som produzido por uma corda vibratória varia com o seu comprimento é atribuída a Pitágoras (século VI a.C.) descoberta que o levou à da escala musical, em que ainda se baseia a música ocidental.

Na música, a acústica é importantíssima, pois sem o estudo desta não é possível o
desenvolvimento e o processo de criação artística. Sem o estudo do som, suas
combinações, harmonia, interações entre as notas musicais não existe.

OBS.: velocidade do som no nível do mar = 340,29 m /s

A velocidade do som depende da elasticidade do ar, isto é, quanto mais elástico for o ar, maior será a propagação do som através dele. A elasticidade do ar varia
com a temperatura, pois quanto mais alta for a temperatura, maior será
a elasticidade desse ar.
Sendo assim, podemos concluir que o som se
propaga mais rapidamente numa atmosfera aquecida.A velocidade do som, próximo à superfície da terra e numa temperatura normal, é de cerca de 1.216km/h (337m/s), mas, a uma altura de 8.000m, onde a temperatura é muito baixa, o som se propaga à velocidade de 1.056km/h (293,3 m/s). As velocidades que se aproximam às do som são denominadas transônicas.

As velocidades transônicas, determinadas ao nível do mar, se acham compreendidas entre 992km/h (275,5 m/s)  a 1.280km/h (355,5 m/s). Este limite, compreendido entre as duas velocidades, vem constituir as demarcações da chamada barreira transônica.
Dentro desse limite, encontramos a velocidade do som, nas condições
normais de temperatura e ao nível do mar, como sendo da ordem de
1.216km/h  (337m/s). As velocidades inferiores a 1.216km/h, ao nível do mar, são consideradas subsônicas. Por outro lado, as velocidades superiores a 1.216km/h, também ao nível do mar, são consideradas supersônicas.

 

por Prof Helma- Física Postado em Física

Acústica- uma das áreas da Física

Por que o desenho do interior de uma sala interfere tanto na sua
acústica e como itens estéticos interferem na propagação do som?
 

O som se propaga de acordo com princípios físicos, isto é, o som é uma onda mecânica, necessitando, portanto de um meio
material para existir. Qualquer alteração neste meio material causa
perturbações ou alterações nas características deste som.
Alterações no meio, uma fronteira, um obstáculo, uma fenda ou mesmo uma
segunda onda, são suficientes para alterar aquela onda que se propaga.
Conhecendo-se as propriedades das ondas pode-se prever a forma e/ou
características da onda viajante após cada interação.
Difração, interferência, reflexão, polarização e refração são as
propriedades mais importantes das ondas, excetuando-se a polarização
(possível apenas em ondas transversais) que fazem acontecer todos os
fenômenos ondulatórios.
Uma boa sala de concertos deve ter condições estruturais que permitam ao som se propagar em todo o ambiente, de
forma uniforme e cristalina, bem definido em suas características, os
agudos e os graves bem como os sons secundários devem ser preservados
em sua forma original. Somente com a observância dos princípios físicos
da acústica é possível projetar uma sala de concerto de boa qualidade.
Difração é a capacidade da onda de contornar obstáculos e/ou fendas. Se
as dimensões do obstáculo forem maiores do que o comprimento da onda
esta onda sofre reflexão, se propagando como se o obstáculo não
existisse. Entretanto, se o obstáculo tiver dimensões comparáveis ao
comprimento da onda esta se curva para contorná-lo, propagando-se após
o obstáculo ou fenda como se ali fosse seu ponto de origem. Por isto
não é ideal projetar auditórios e salas de concertos com pilares soltos
no salão, pois neste caso, eles funcionam como pontos emissores de
ondas sonoras, criando a interferência ou superposição de ondas.
Interferência é o encontro de duas ou mais ondas resultando numa nova
onda. Acontece a interferência quando a onda incidente se encontra com
outras ondas que podem ser as próprias ondas refletidas ou se encontra
com outras ondas quaisquer. Encerrada a interferência a superposição se
encerra e cada onda segue inalterada.
Reflexão é a característica física da onda sonora de retornar total ou
parcialmente para seu ponto de origem quando atinge um obstáculo como
parede, teto ou superfície refletora. Uma sala de concerto corretamente
projetada deve ser cercada de superfícies refletoras, para que a onda
sonora atinja a superfície e ser novamente refletida.
Refração é a alteração na velocidade de propagação e no comprimento da
onda, sempre que ela encontra uma fronteira entre dois meios de
propagação de natureza diferente. Um nadador imerso na água de uma
piscina percebe o som produzido fora da piscina, mas de maneira com que
abafado, distante, isto porque a onda se propaga de forma alterada no
meio líquido da piscina. O mesmo ocorre com um facho de luz projetado
na água da piscina; a luz se propaga, mas de maneira alterada.
Polarização é a restrição de movimento em alguma direção que ocorre
quando a onda atravessa uma fenda. Isto acontece apenas em ondas
transversais; nas ondas longitudinais o movimento de oscilação se dá na
mesma direção que a propagação. A onda pode também sofrer polarização
quando é refletida. Este fenômeno acontece com ondas eletromagnéticas e
é a explicação para o brilho observado nos dias meio enevoados. Vale
ressaltar que a polarização como a refração são fenômenos da acústica
de ocorrência praticamente nulos nas salas de concertos.
O desconhecimento ou inobservância destes princípios físicos explicam
porque, na sala de concertos do Philharmonic Hall o maestro não podia
ouvir toda a orquestra e porque em algumas salas o som é mais alto em
determinados locais do que em outros.
SOM REVERBERANTE
A soma de todas as ondas refletidas é chamada de som reverberante. A
reverberação é o prolongamento da sensação auditiva gerada pelo reforço
resultante da interferência entre duas ondas. O tempo de reverberação é
o tempo gasto para que o som atinja o seu valor máximo ou mínimo, a
partir do nível de equilíbrio.
A qualidade de uma boa sala de concertos depende, portanto da qualidade
da reverberação que é resultante da boa aplicação dos elementos
deflatores e elementos reflexivos; é o equilíbrio entre o som direto e
o som reverberante. A distinção das performances musicais ouvidas em
grandes parques, ao ar livre, daquelas ouvidas em salas de concertos é
resultado da boa qualidade do som reverberante e a ausências de sons de
interferência.

TEMPO DE REVERBERAÇÃO

O tempo necessário para o nível de som chegar ao máximo ou diminuir até
zero, a partir de seu valor de equilíbrio, é chamado tempo de
reverberação e esta é a mais importante característica de uma sala de
concertos.
O tempo de reverberação é definido como o tempo necessário
para que a intensidade do som (watts por metro quadrado) cresça ou
decresça por um fator de um milhão.
Com o desenvolvimento da acústica o tempo de reverberação passou a ser
medido com maior exatidão. Antigamente, naqueles enormes templos, o
tempo de reverberação era muito grande, por isso que as músicas eram
cantadas mais lentamente.
Durante o período barroco, por exemplo,
aquelas pequenas capelas com paredes paralelas possuíam um tempo de
reverberação muito pequeno, propiciando, portanto, a criação de músicas
para serem cantadas mais rápidas.
Atualmente já se tem conhecimento que se o tempo de reverberação é
muito curto, as notas musicais são ouvidas isoladas umas das outras e a
música é percebida de maneira leve. Se, o tempo de reverberação é muito
longo, os sons das notas mais recentes se chocam com os das notas
tocadas anteriormente.
O tempo de reverberação mais indicado para música sinfônica é cerca de
2 segundos; o Symphony Hall, em Boston, uma das maiores casas de
concerto do mundo, tem um tempo de reverberação de 1,8 segundo
totalmente cheio.
O volume da sala de concertos também interfere no tempo da
reverberação; quanto maior o volume, mais tempo leva o som, viajando a
cerca de 345 metros por segundos, para percorrer a distância entre as
superfícies refletoras e atingir seu equilíbrio.
O volume do Symphony
Hall é de 61,496 metros cúbicos; o do Carnegie Hall, em Nova York, é de
79,610 metros cúbicos, mesmo assim o tempo de reverberação é de 1,7
segundos menor do que o do Symphony Hall de Boston.
A diferença é devido à constituição das superfícies refletoras, ou
seja, quando as superfícies expostas às ondas sonoras são muito
absorventes, a taxa de absorção de energia por todas elas, rapidamente
se torna igual à de produção de energia de todas as fontes: ou seja, o
tempo de reverberação da sala de concertos é maior quando ela esta
vazia.
Em muitas salas, a apresentação da orquestra é melhor nos ensaios do
que nas apresentações. É que cada pessoa tem a propriedade de absorção
equivalente a 0,5 metros quadrados de uma janela aberta, assim, o tempo
de reverberação da sala de concertos é maior quando ela está vazia.
Este é o motivo. É o motivo também por que a maioria das salas de
concertos de países de clima frio possuir armários onde os espectadores
podem guardar suas roupas de inverno, que são extremamente absorventes.
Assim, o conhecimento dos princípios físicos da acústica, mais
especificamente a difração, interferência e reflexão é fundamental para
projetar uma boa sala de concertos, a soma de todas as ondas refletidas
é chamado som reverberante. A qualidade de uma boa sala de concertos
depende, portanto da qualidade da reverberação que é uma combinação do
volume da sala e da boa aplicação dos elementos deflatores e
reflexivos.
O tempo necessário para o nível de som chegar ao máximo ou diminuir até
zero, chamado tempo de reverberação é a mais importante característica
de uma sala de concertos. O tempo de reverberação mais indicado para
música sinfônica é cerca de 2 segundos; o Symphony Hall, em Boston, uma
das maiores casas de concerto do mundo, tem um tempo de reverberação de
1,8 segundo totalmente cheio.

No futuro a construção de salas de concertos irá explorar não só novos
materiais e métodos, como também o uso de melhorias eletrônicas. Também
os compositores irão criar novos estilos coerentes com as novas salas e
terão suas performances melhoradas.

Referências: Anotações de aula do curso de Engenharia Civil da
Faculdade FEA-FUMEC da disciplina Física III- Professora Ângela. 
Artigo escrito por John S.Rigden do Instituto Americano de Física
por Prof Helma- Física Postado em Física

Programa Descubra a Orquestra 2009

Dia 31 de março de 2009 o Chediak esteve na Sala São Paulo.
 

Assistimos ao ” Evento Didático
com a Orquestra Sinfônica Heliópolis  e o Regente Edilson Ventureli.

 

 

No Programa:

– Abertura de Ruslan e Ludmila – de Mikhail Glinka
– Abertura de Romeu e Julieta – Tchaikovsky
– Abertura de Carmen- de Georges Bizet
– Aquarela do Brasil- ARY BARROSO
– Pout-pourri de Hinos de Futebol


 

fotos by  Prof Helma

 

Sobre a Acústica da Sala São Paulo:

http://www.salasaopaulo.art.br/salasp/historia/acustica.aspx

Um pouco de Física:     Conceito Reverberação

Reverberação
é um fenômeno de prolongamento de um som após o fim da emissão deste mesmo por parte de sua própria fonte sonora. Diferente do eco que ocorre quando o atraso temporal é grande em relação à percepção do nosso ouvido, para reverberação ocorrer a diferença entre os instantes de recebimento dos dois sons deve ser inferior a 0,1 s. Desta forma nosso ouvido reconhece o som recebido como um prolongamento do som original, pois a taxa de percepção sonora humana é muito lenta quando comparada à um tempo inferior a 1/17 de segundo. Quando as reflexões de um som ocorrem dentro de um tempo inferior a essa taxa (Figura 1), percebemos apenas um som contínuo que vai perdendo “força” à medida que se reflete mais vezes e é atenuado naturalmente.

Consequências da Reverberação 

O resultado de um efeito de reverberação em excesso seria tornar uma fala ininteligível, ou comprometer a compreensão do que se fala, como o caso de uma sala acústica. Já em aplicações musicais, onde efeitos artificiais são introduzidos, a reverberação é usada com o objetivo de criar ambiência ou profundidade ao som, produzindo uma sensação mais natural. Em estúdios mais antigos, para criar efeitos como os de reverberação, muitas vezes utilizavam-se salas especiais de paredes revestidas com materiais acusticamente reflexivos e que proporcionavam a ambiência desejada à gravação.

Para cada tipo de sala construída existe um tempo de reverberação ótimo que pode ser previsto antes da sala estar pronta. O tempo de reverberação, este contado desde o encerramento da emissão por parte da fonte sonora até o termino da percepção do tom, não deve ser excessivo em auditórios ou salas de aula, pois isso causaria  dificuldade para entender o orador.
A duração deste tempo de reverberação varia conforme muitas variáveis como o local e sua geometria, os materiais que serão afetados pelas ondas sonoras e também a absorção e reflexão destas. Em locais abertos ou com pouca reverberação o tempo de reverberação se encontra nulo ou muito proximo de zero, já em locais como catedrais e salas acústicas com muita reverberação o tempo pode chegar a mais de 20 segundos  mas em geral uma boa reverberação ambiente dura entre 0,2 e 0,3 segundos.

É possível calcular o tempo de reverberação de uma sala através da  seguinte fórmula:

T = 0,161 * (V/A)

onde:
T=Tempo de Reverberação, V = volume em m³, A = Absorção em m², e 0,161 é uma contante que torna o cálculo mais preciso.