O LHC e o seu impacto na sociedade


O Large Hadron Collider – LHC
(Grande Colisor de Hadrons)
é o maior acelerador de partículas do
mundo construído até hoje, e está localizado no CERN.

 
 

 O CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire)
é o Laboratório Europeu de Física de Partículas, situado perto de
Genebra, Suiça. É o maior centro mundial de investigação do seu tipo,
sendo financiado por vinte Estados Membros. Desde a sua fundação em
1954, tem sido um exemplo bem sucedido de colaboração
internacional, juntando milhares de cientistas de várias
nacionalidades. O objectivo do CERN é a investigação científica pura,
sem objetivos militares: “de que é constituído o nosso Universo?”, “de
onde vem a matéria?”,
como é que as partículas elementares
interagem?
” são algumas das perguntas para as quais os cientistas
procuram respostas. O CERN desempenha também um papel fundamental no
desenvolvimento de tecnologia de ponta, desde a ciência de materiais
até à engenharia mecânica ou computação, ou aplicações na medicina.
 
O LHC entrou em funcionamento no dia 10 de
Setembro de 2008 numa cerimônia de pompa e circunstância. Trata-se de
um projecto faraônico em que participaram mais de 10 mil cientistas e
engenheiros de 580 universidades e de cerca de 100 nacionalidades. É
um anel circular, com 27 km de comprimento e cerca de 8,6 km de
diâmetro, localizado a 100 metros abaixo da superfície, na fronteira da
França com a Suíça. Tem como objectivo simular o big bang, mais
propriamente os primeiros milésimos de segundo do Universo.
 
Ao contrário dos demais aceleradores de
partículas, a colisão no LHC será entre prótons (que pertencem a um
tipo de partículas a que os físicos chamam hadrons) e não
entre pósitrons e elétrons (como no LEP – Large Electron-Positron
collider). O LEP foi desligado em 2000 e desmontado em 2001, para dar
lugar, no mesmo túnel, a um novo acelerador, o LHC.
 
A construção e entrada em funcionamento do LHC têm
gerado uma enorme polêmica na Europa. Alguns cientistas acreditam que
este equipamento pode provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas,
como um buraco negro que acabaria por destruir a Terra. Outros acusam o
CERN de não ter realizado os estudos de impacto ambiental necessários.
Apesar das alegações "catastróficas", físicos teóricos de notável
reputação como Stephen Hawking e Lisa Randall afirmam que tais teorias
são meramente absurdas, e que as experiências foram meticulosamente
estudadas e estão sob controle.
 
A 19 de Setembro de 2008 ocorreu um incidente no
LHC que originou uma fuga de hélio no túnel. O hélio é utilizado para  resfriar  os ímãs responsáveis pela aceleração das partículas. Em
circunstâncias normais, os ímãs deveriam estar submetidos a uma
temperatura negativa de 271 ºC para poder gerar os
poderosos campos magnéticos necessários à experiência. Esta
fuga provocou um aquecimento de uma centena destes ímãs até 100 ºC.
 
Segundo umãs press release publicado pelo CERN,
foram feitas investigações que apontaram como provável causa um defeito
na ligação elétrica entre dois ímãs, o que causou uma falha
mecânica. O funcionamento do LHC será interrompido, durante alguns
meses.

Hoje em dia existem cerca de dez mil aceleradores
de partículas espalhados pelo mundo
, metade dos quais são utilizados em
medicina e apenas alguns em investigação fundamental.
Em medicina, os aceleradores têm duas aplicações:
imagiologia (diagnóstico por imagem do corpo – por exemplo, a PET
(Positron Emission Tomography) e terapia com radiofármacos. Estes são
administrados no tratamento a doentes cancerosos. Como os radiofármacos
têm um tempo de vida curto, são produzidos num local próximo do
hospital onde irão ser usados, utilizando-se, para o efeito, um
acelerador de partículas. Os aceleradores de prótons têm a vantagem de
depositar toda a sua energia no mesmo local.
Este aspecto torna a terapia de prótons ideal para
o tratamento de tumores que se situam perto de órgãos delicados, onde a
precisão é vital. 
 

Parcialmente adaptado de: http://www.esfhp.pt

LHC só volta a funcionar em 2009
Interdição temporária se deve a falha elétrica que causou vazamento de gás hélio no túnel do acelerador de partículas
Edição Online – 22/09/2008
Pesquisa FAPESP –  

Apenas nove dias depois
de ter sido oficialmente inaugurado com grande cobertura da mídia, o
Large Hadron Collider (LHC) – o maior acelerador de partículas do
mundo, situado na fronteira da Suíça com a França – apresentou seu
primeiro problema de funcionamento. Devido a uma falha elétrica em sua
ligação, dois imãs provavelmente derreteram e pararam de funcionar,
provocando um grande vazamento de gás hélio no setor 34 do túnel do
LHC. Não houve feridos no incidente, que deve deixar o LHC inoperante
por alguns meses.

Num comunicado distribuído à impressa no
sábado (20/09/08), o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) havia
inicialmente minimizado o incidente. Dissera que esse tipo de problema
não era raro em aceleradores de partículas. Mas, devido à dimensão do
LHC (seu túnel se estende por 27 quilômetros), os reparos deveriam se
prolongar por cerca de 60 dias. Em 23/09/2008 no entanto, em novo
comunicado, a direção do LHC admitiu que o acelerador só deverá voltar
a funcionar em 2009, após o término do inverno no hemisfério norte.

O conserto será uma operação complexa. A máquina, que normalmente
opera a temperaturas baixíssimas, a -271.3 °C, precisará ser aquecida
antes de os trabalhos de reparo se iniciarem. Terminado o conserto,
terá de ser resfriada novamente antes de estar pronta para entrar em
operação.

O vazamento de gás hélio foi o incidente mais grave, mas não o único
a ocorrer no LHC na semana passada. Dias antes da falha elétrica, o
sistema de computadores do acelerador fora invadido por hackers.

Não será, portanto, neste ano que as tão esperadas colisões de
prótons no LHC irão ocorrer. Colisões que podem produzir informações
importantes sobre a origem do Universo e sobre a existência de
partículas até agora previstas apenas teoricamente, como os bósons de
Higgs.

 

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por Prof Helma- Física Postado em Física

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